Passeios em Cambodja

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O Camboja é pequeno e plano. Quase tudo nele drena para um só lago, o Tonle Sap, e é esse lago que marca o calendário do país. A maioria dos visitantes vê dois pontos do mapa.

Onde ficam as coisas

  • Phnom Penh — a capital, no sul, onde o Mekong, o Tonle Sap e o Bassac se encontram. Ao cruzamento chamam Chaktomuk, as quatro faces.
  • Siem Reap — a noroeste, no topo do lago, a base para Angkor.
  • Battambang — entre as duas, uma grelha colonial francesa com terra de arroz e grutas abertas na rocha.
  • A costa — Sihanoukville e as ilhas ao largo, e depois as mais calmas Kep e Kampot, com quintas de pimenta e salinas.
  • Os templos distantes — Preah Vihear numa falésia na fronteira tailandesa, a pirâmide de Koh Ker, as torres de tijolo do século VII de Sambor Prei Kuk, Banteay Chhmar lá para oeste.
  • O nordeste — Mondulkiri e Ratanakiri, floresta e elefantes, muitas horas de estrada a partir de qualquer sítio.

De Phnom Penh a Siem Reap são 315 quilómetros pela Estrada Nacional 6. Os autocarros levam cinco a seis horas e o avião leva quarenta minutos. Nesse trajeto ainda não há autoestrada.

O lago que respira

Em junho o Mekong cheio empurra a água para trás, rio Tonle Sap acima. O lago cresce de uns 2.500 quilómetros quadrados para até 16.000. No fim de outubro vira outra vez.

Phnom Penh e o passado recente

A capital pede mais ao visitante. Tuol Sleng, a escola que os Khmers Vermelhos transformaram na prisão S-21, fica no meio da cidade. O campo de extermínio de Choeung Ek está quinze quilómetros a sul.

O resto da cidade é mais leve.

  • O Palácio Real e o Pagode de Prata — ainda residência do rei, e o pagode com o chão feito de ladrilhos de prata.
  • O Museu Nacional — a melhor escultura khmer que há fora dos próprios templos.
  • Wat Phnom — a colina que deu nome à cidade, um santuário a funcionar e não um monumento.
  • Udong — a capital real anterior a esta, a uma hora para norte, com estupas ao longo de uma crista.

Prático

  • Estações. Seco de novembro a abril, molhado de maio a outubro. De março a maio é a fornalha, muitas vezes acima dos 35 °C, e a chuva, quando vem, é assunto de tarde.
  • Duas moedas. Os preços vêm em dólares americanos e o troco abaixo de um dólar volta em riéis. Levar notas limpas e sem rasgões.
  • Roupa e gorjetas. Ombros e joelhos tapados no Palácio Real e nos templos, sapatos fora dentro de portas. Os guias e os condutores de tuk-tuk ganham pouco; as gorjetas contam.
  • Ano Novo khmer. Meados de abril. O país pára vários dias e toda a gente viaja para casa.
  • Os sítios duros. S-21 e Choeung Ek levam meia manhã devagar e os áudio-guias valem o que custam. Não são uma paragem a caminho do almoço.

Cidades: Cambodja

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