Passeios em Douz

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Douz chama a si própria a porta do Sara. Por uma vez a etiqueta é literal, porque o alcatrão rareia a sul da vila e a areia toma conta. O Grande Erg Oriental começa aqui.

O oásis

A vila fica dentro de um palmeiral de umas quinhentas mil árvores. São regadas por poços e canais, e dão a deglet nour, a tâmara clara e translúcida. A colheita vai de outubro a dezembro.

O Festival do Sara enche as ruas durante quatro dias todos os invernos. Corridas de camelos, galgos sloughi, poesia e casamentos beduínos, montados para a região e não para quem visita. Os quartos esgotam por causa dele.

Sair a cavalgar

O que aqui se vende é o próprio deserto, não a viagem até ele. Uma tarde põe-nos num camelo sobre as primeiras dunas. Uma noite fora chega à areia aberta.

  • Uma hora ou duas. Um camelo até à orla do erg e de volta, normalmente ao fim do dia.
  • Dois dias. Uma noite num acampamento, com as dunas bem abertas à volta.
  • Três a cinco dias. O circuito para oeste por Tozeur, ou para leste na direção dos ksour e de Matmata.
  • Mais longo. Percursos de travessia que se andam a pé tanto quanto se cavalgam, com a bagagem nos camelos.

Para oeste, através do sal

Os percursos longos viram para oeste, para Tozeur e Nefta. Pelo meio fica o Chott el Jerid, o maior salgado do Sara, atravessado por uma estrada elevada que cintila durante quilómetros. Os cenários de cinema de Ong Jemel e de Matmata ficam no mesmo trajeto.

Passado Tozeur o terreno sobe para os oásis de montanha. Chebika, Tamerza e Mides ficam em desfiladeiros perto da fronteira argelina. As suas aldeias antigas foram abandonadas depois das cheias de 1969.

Prático

  • Estação. De outubro a abril. As máximas de verão andam pelos 40 °C e sobem a partir daí, e ao meio-dia andar a pé deixa de fazer sentido.
  • Noites. As noites de inverno na areia caem perto dos zero graus. Os acampamentos distribuem mantas, mas leve um polar e um gorro.
  • Como chegar. Tozeur fica a cerca de duas horas para oeste e Djerba a umas três para leste. Tunes fica a cinco ou seis horas para norte, e os circuitos incluem o transfer.
  • Tempo de camelo. Uma hora serve à maioria das pessoas, e a sela explica porquê. As travessias longas andam-se tanto quanto se cavalgam.
  • O que vestir. Mangas compridas, uma cobertura para a cabeça e sapatos fechados. A areia entra em tudo, máquinas fotográficas incluídas.
  • Água e numerário. Leve os dois. Não há caixas automáticas depois da vila, e os cartões não servem de nada no deserto.
  • Reservas. A semana do festival e as férias da primavera enchem os acampamentos. De resto, um dia ou dois de antecedência chegam.
  • Álcool. Escasso em comparação com a costa, e os acampamentos do deserto são normalmente secos.

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