Tour Privado 2 Dias Sintra e Fátima

1170 Lisboa, Portugal

Ao reservar este programa de 2 dias, vai ter a oportunidade de ver e viver o melhor de Sintra e Fátima na nossa companhia. Todos os tours começam em Lisboa pelas 09:00am e terminam no mesmo local, ou seja, o seu alojamento em Lisboa. As nossas viaturas

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De 1 a 10 viajantes

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Quando reservar este programa de 2 dias, terá a oportunidade de ver e experimentar o melhor de Lisboa e Fátima na nossa companhia.

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Itinerário

Sintra, Cabo da Roca, Guincho e Cascais

O fantástico Palácio da Pena é um dos maiores exemplos do romantismo revivalista do séc. XIX em Portugal. Situado no Monte da Pena, o Palácio foi edificado no local de um antigo convento de frades da Ordem de São Jerónimo. Foi idealizado por D. Fernando de Saxe Coburgo-Gotha, que casou com a Rainha D. Maria II em 1836. Apaixonado por Sintra, decidiu adquirir o convento e as terras circundantes para edificar o palácio de verão da família real. O rei consorte adotou para o palácio as formas arquitetónicas e decorativas portuguesas, de gosto revivalista (neo-gótico, neo-manuelino, neo-islâmico, neo-renascentista) e nas redondezas decidiu fazer um magnífico parque inglês, com as mais variadas espécies arbóreas exóticas. No seu interior, ainda decorado ao gosto dos reis que lá habitaram, destaca-se a capela, onde se pode observar um magnífico retábulo de mármore de alabastro atribuído a Nicolau Chanterenne (um dos arquitetos do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa). De referir, ainda, os murais em trompe l'oeil e os revestimentos azulejares.

É hora de passear pelas ruas estreitas da Vila de Sintra e desfrutar da doçaria conventual. As duas opções seguintes são para visita: 1 - Palácio Nacional; 2 - Quinta da Regaleira.

A história milenar do Paço de Sintra inicia-se durante o domínio muçulmano na Península Ibérica. Já mencionado no séc. XI, o primitivo palácio mouro – pertença da Coroa Portuguesa após a conquista de Lisboa por D. Afonso Henriques (1147), 1º Rei de Portugal – é intervencionado pela primeira vez em 1281, no reinado de D. Dinis. Novos corpos construtivos são acrescentados ao longo dos tempos nos reinados de D. Dinis, D. João I e D. Manuel I, mantendo a sua silhueta desde meados do séc. XVI. A organização dos espaços em altura, adaptando-se ao terreno; a organização íntima dos pátios interiores a céu aberto, onde se ouve a água corrente; as suas janelas com arcos ultrapassados; e os revestimentos azulejares de ricos padrões geométricos denunciam a ligação mourisca dos artífices que construíram e embelezaram o Palácio.

A Quinta da Regaleira é um dos mais surpreendentes monumentos da Serra de Sintra. Situada no fim do Centro Histórico da Vila, foi construída entre 1904 e 1910, no último período da monarquia. Os domínios românticos que pertenceram outrora à Viscondessa da Regaleira foram adquiridos e ampliados pelo Dr. António Augusto Carvalho Monteiro (1848-1920) para fundar o seu lugar de eleição. Detentor de prodigiosa fortuna, que lhe valeu o cognome de Monteiro dos Milhões, associou ao seu singular projeto arquitetónico e paisagístico o génio criativo do arquiteto e cenógrafo italiano Luigi Manini (1848-1936) bem como a mestria de escultores, canteiros e entalhadores que com ele haviam trabalhado no Palace Hotel do Buçaco. Homem de espírito científico, vasta cultura e rara sensibilidade, notável bibliófilo, perspicaz colecionador e grande filantropo, esta visão de uma cosmologia, síntese da memória espiritual da humanidade, radica na mítica Tradição Lusa e Universal. A arquitetura e arte do palácio, capela e outras construções foram cenograficamente concebidas no contexto de um jardim edénico, onde se salienta o predomínio dos estilos neo-manuelino e renascentista. O jardim, representação do microcosmos, revela-se pela sucessão de lugares imbuídos de magia e mistério. O Paraíso materializa-se na coexistência com um inferius – um mundo dantesco subterrâneo – ao qual o neófito seria conduzido pelo fio de Ariadne da iniciação. Com estes cenários concretiza-se a representação de um percurso iniciático, como vera peregrinat mundi, através de um jardim simbólico onde podemos sentir a Harmonia das Esferas e perscrutar o alinhamento de uma ascese da consciência que percorre as grandes epopeias. Visumbram-se a mitologia, o Olimpo, Virgílio, Dante, Camões, a missão templária da Ordem de Cristo, grandes místicos e taumaturgos, os enigmas da Arte Real, a Grande Obra Alquímica. Esta sinfonia de pedra revela a dimensão poética e profética de uma Mansão de Filósofo Luso. Aqui Céu e Terra se fundem numa realidade sensível, a mesma que presidiu à teoria da Beleza, da Arquitetura e da Música, que a concha acústica do Terraço dos Mundos Celestes permite propagar até ao infinito.

Cabo da Roca é o ponto mais ocidental do Continente Europeu ou, como escreveu Luís Vaz de Camões, o lugar "Onde a terra acaba e o mar começa" (em Os Lusíadas, Canto VIII). Um padrão de pedra com uma lápide marca esta característica geográfica para todos os que visitam este lugar. Cabo da Roca é também referido como "Focinho da Roca" por pessoas ligadas às coisas do mar, e mais poeticamente por "Promontório da Lua". Faz parte do Parque Natural Sintra Cascais, que abrange uma vasta área de interesse e beleza natural, desde a Cidadela de Cascais até à foz do rio Falcão. Do Cabo da Roca é possível seguir vários trilhos ecológicos. No Cabo da Roca, o visitante depara-se com uma paisagem espetacular, um imponente farol e várias infraestruturas. É também aqui que se encontra uma das mais raras espécies vegetais, a 'armeria pseudoarmeria'. Inserido numa zona de fácil acesso e de grande afluência turística, são inúmeras as pessoas que o visitam.

Na periferia de Cascais, a extensa praia de areia da Praia do Guincho é muito procurada por banhistas durante a época balnear e durante todo o ano por surfistas e praticantes de windsurf, desportos para os quais esta praia oferece excelentes condições. Ao longo da estrada marginal, vários restaurantes de primeira categoria oferecem excelentes pratos de peixe fresco e marisco.

Situada à beira-mar e tradicionalmente uma vila piscatória, Cascais teve um importante desenvolvimento no séc. XIV, quando era um porto de escala de grande movimento para os navios que se dirigiam a Lisboa. Foi, no entanto, a partir da 2.ª metade do séc. XIX, quando os banhos de mar começaram a ser apreciados, que Cascais sofreu um impulso que a transformou numa estância de veraneio muito em voga. O principal impulsionador da transformação foi o Rei de Portugal D. Luís I, que em 1870 converteu a fortaleza da cidadela na residência de verão da monarquia portuguesa. Este exemplo foi seguido pela nobreza que aqui construiu palacetes e belas vivendas onde passava a época mais quente do ano, transformando por completo a antiga vila piscatória. Cascais começou igualmente a atrair os curiosos, cujo acesso foi facilitado pela inauguração da linha de caminho-de-ferro entre Pedrouços e Cascais em 1889. Atualmente, Cascais é uma localidade muito animada e cosmopolita que ainda conserva o seu ar aristocrático. Recomenda-se um passeio pelas suas ruas, que possuem excelentes lojas, ou um descanso numa das muitas esplanadas que por aqui existem. As praias continuam a ser um dos maiores motivos de atração, sendo possível optar entre as que se localizam na baía abrigada da vila, ou as que se encontram um pouco mais afastadas na zona do Guincho (já integradas no Parque Natural Sintra-Cascais) que oferecem excelentes condições para a prática de surf e windsurf. A Boca do Inferno, um recesso da costa rodeado por falésias agrestes e grutas, continua a ser uma curiosidade natural que atrai muitos visitantes para ver a força do mar. A gastronomia, em especial o peixe fresco e o marisco, pode ser apreciada nos vários restaurantes da região.

Estoril, um resort de renome mundial, é um verdadeiro centro cosmopolita com uma grande vida noturna e toda a infraestrutura necessária para um ótimo centro de verão - praias, excelentes hotéis, campos de golfe, um casino e até mesmo um autódromo. Foi no início do séc. XX, que se iniciou a planeada transformação desta localidade, devido não só à proximidade do mar que começou a ser um centro de atração, mas também pela existência de águas termais então muito na moda. O centro deste novo resort de luxo foi o Parque e Casino (antigo Estoril), rodeado por edifícios com arcadas e excelentes hotéis. Antigamente, o Estoril era conhecido pelos vários fortes costeiros que asseguravam a defesa de uma das possíveis entradas para Lisboa e pelo Recolhimento construído pela Ordem dos Frades Franciscanos no séc. XVI, transformado no Colégio dos Salesianos. A partir de 1930, o Estoril tornou-se um dos principais expoentes do turismo em Portugal, tendo sido o local de eleição para o exílio de muitos monarcas europeus depostos, incluindo o Rei de Espanha D. Juan Carlos. Durante a Segunda Guerra Mundial foi refúgio de escritores, políticos, artistas, comerciantes e muitos judeus perseguidos pelo III Reich.

Fátima, Batalha, Nazaré e Óbidos

Desde as origens remotas, foi o domínio árabe que marcou o desenvolvimento do local e lhe deu o nome. Segundo a lenda, durante a Reconquista Cristã, o cavaleiro templário Gonçalo Hermingues, conhecido como Bring-Moors, apaixonou-se por Fátima, uma moura cativa durante uma emboscada. Correspondendo ao amor, a jovem converteu-se ao cristianismo, adotando o nome de Oureana. No século XVI, a localidade foi elevada a paróquia da colegiada de Ourém, integrando-se então na Diocese de Leiria. A vila desenvolveu-se muito a partir do evento das Aparições de Fátima no início do século XX, tornando-se um dos maiores centros de culto mariano em Portugal, reconhecido mundialmente pela Igreja Católica. A primeira aparição ocorreu em 1917, no local da Cova da Iria, onde atualmente se situa o Santuário. As maiores manifestações dos devotos acontecem a 13 de maio (destacando-se a Procissão das Velas na noite de 12 e a Procissão do Adeus a 13, que encerra as celebrações) e a 13 de outubro. No entanto, entre estas duas datas, todos os dias 13 são de devoção. Relacionado com o culto de Nossa Senhora de Fátima, pode-se visitar as casas onde viveram os pastores videntes na aldeia de Aljustrel. No quintal da Casa da Lúcia, um monumento marca a 2ª aparição do Anjo da Paz e o fim da Via Sacra, iniciada no Santuário. Ao longo do caminho, existem 14 capelas oferecidas por refugiados católicos húngaros no Ocidente. Destaca-se a passagem pelos Valinhos, a 400 metros da aldeia, onde monumentos assinalam o local da 4ª aparição em 1917 e a Loca do Anjo, onde em 1916 os pastores viram o Anjo da Paz pela 1ª e 3ª vez.

Este centro de peregrinação mariana evoca as aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos Lúcia, Francisco e Jacinta, ocorridas em 1917 e reconhecidas em 1930. O local era uma propriedade rural denominada Cova da Iria, e pertencia aos pais de Lúcia, que a doaram ao santuário. Foi aqui que tiveram lugar cinco das seis aparições. O Santuário inclui a Capela das Aparições, a Basílica de Nossa Senhora do Rosário, o Salão de Oração e a Basílica da Santíssima Trindade. Complementam o Santuário as Casas de Retiro de Nossa Senhora das Dores e Nossa Senhora do Carmo e o Centro Pastoral Paulo VI. A Basílica de Nossa Senhora do Rosário foi construída segundo projeto do holandês Gerardus van Krieken e continuada pelo arquiteto João Antunes. A primeira pedra foi benzida a 13 de maio de 1928 e a igreja dedicada a 7 de outubro de 1953. No ano seguinte, foi-lhe atribuído o título de Basílica pelo Papa Pio XII. O estilo arquitetónico e decorativo é muito simples. No interior existem 14 altares laterais dedicados aos mistérios do Rosário. Os vitrais e pinturas que adornam a igreja são de João de Sousa Araújo; datam de 1967 e retratam cenas da vida de Nossa Senhora, das Aparições e da Mensagem de Fátima. Os do presbitério, representando os Evangelistas, a Aparição do Anjo e cenas da Peregrinação foram criados pela sociedade madrilena Maumejean y Hijos. Do lado direito do transepto, o Evangelho, encontra-se o túmulo de Francisco, falecido em 1919. Do lado esquerdo, o da Epístola, encontra-se o túmulo de Jacinta, falecida em 1920; ao lado está o túmulo de Irmã Lúcia, falecida em 2005. Francisco e Jacinta Marto foram canonizados no Santuário de Fátima a 13 de maio de 2017, na Peregrinação Internacional Aniversária do Centenário das Aparições, presidida pelo Papa Francisco. Destaca-se ainda o órgão de fabricação italiana, datado de 1952, composto por 152 registos e cerca de 12.000 tubos. É um dos mais importantes santuários marianos pertencentes à Igreja Católica no mundo e um dos principais destinos internacionais de turismo religioso, recebendo cerca de seis milhões de visitantes por ano. Foi visitado pelos Papas Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000), Bento XVI (2010) e Francisco (2017). As peregrinações anuais são celebradas a 13 de maio, de maio a outubro.

Todos os dias, de maio a outubro, o Santuário de Fátima recebe milhares de peregrinos e turistas para celebrar as datas das aparições de Nossa Senhora aos três videntes e visitar todos os locais relacionados com este culto. Para além do Santuário, construído onde teve lugar a primeira aparição, existe em Aljustrel, a cerca de 2 quilómetros, uma Via Sacra que percorre os locais onde Lúcia de Jesus (10 anos) e os seus primos Francisco e Jacinta Marto (9 e 7 anos, respetivamente) viram o Anjo e Nossa Senhora. Em 1916, entre abril e outubro, o Anjo apareceu três vezes às crianças convidando-as à oração e penitência. A 13 de maio de 1917, enquanto apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria e depois de rezarem o terço por volta do meio-dia, viram subitamente uma luz e uma "Senhora mais brilhante que o Sol" num pequeno azinheira (onde agora se encontra a Capela das Aparições). A Senhora disse aos três pastorinhos que deviam rezar muito e convidou-os a voltar à Cova da Iria durante os cinco meses seguintes, sempre no dia 13 e àquela hora. As crianças assim fizeram, e a 13 de junho, julho, setembro e outubro, a Senhora reapareceu e falou-lhes. A 19 de agosto, a aparição teve lugar no sítio dos Valinhos, a cerca de 500 metros de Aljustrel, pois no dia 13 as crianças tinham sido levadas pelo Administrador do Concelho para Vila Nova de Ourém. Na última aparição, a 13 de outubro, perante cerca de 70.000 pessoas, a Senhora disse-lhes que era a "Senhora do Rosário" e pediu-lhes que ali fizessem uma capela em Sua honra. Após a aparição, todos os presentes observaram o milagre: o sol, assemelhando-se a um disco de prata, podia ser facilmente encarado e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se sobre a terra. Mais tarde, Lúcia (convertida em religiosa de Santa Doroteia) ainda teve três visões de Nossa Senhora em Espanha (10 de dezembro de 1925, 15 de fevereiro de 1926 e na noite de 13/14 de junho de 1929), pedindo a devoção dos primeiros cinco sábados e a Consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Este último pedido fazia parte do chamado «Segredo de Fátima» - um conjunto de revelações que Lúcia terá escrito para informar o Papa Pio XII. A 13 de outubro de 1930, o Bispo de Leiria declarou as aparições credíveis e autorizou oficialmente o culto de Nossa Senhora de Fátima pela provisão "A Divina Providência". A 13 de maio de 2000, o Papa João Paulo II beatificou os videntes Francisco e Jacinta Marto em Fátima.

Um dos locais mais fascinantes da Península Ibérica. Perto do local do Mosteiro da Batalha, a 14 de agosto de 1385, teve lugar um acontecimento decisivo para a consolidação da nação portuguesa: D. João, Mestre de Avis e futuro rei de Portugal, derrotou os exércitos castelhanos na batalha de Aljubarrota. Esta vitória pôs fim a uma crise dinástica que se arrastava desde 1383, com a morte do rei D. Fernando, cuja única filha era casada com o rei de Castela, pretendente ao trono de Portugal. D. João dedicou o mosteiro à Virgem Maria, a quem invocou para interceder pelo seu triunfo, e doou-o à Ordem Dominicana, à qual pertencia o seu confessor. Esta foi a razão para o nascimento de uma obra cuja construção duraria quase dois séculos e que resultou num dos mais fascinantes monumentos góticos da Península Ibérica. A construção do mosteiro também encarnou a consagração de D. João I como rei de Portugal, assumindo-se assim como um símbolo da nova dinastia e legitimado pela vontade divina. O seu valor arquitetónico e significado histórico levaram à classificação do monumento pela UNESCO como Património Mundial em 1983. A construção abrangeu sete reinados da Segunda Dinastia (1385-1580) e envolveu uma vasta equipa de mestres de alto nível, tanto nacionais como estrangeiros, que foram inicialmente liderados por Afonso Domingues até à sua morte em 1402. Durante este período, ergueu-se parte da igreja e o claustro real. Sucedeu-lhe Mestre Huguet, inglês, que até 1438 completou a igreja, construiu a capela do fundador e iniciou o panteão de D. Duarte. Entre 1448 e 1477, Fernão de Évora projetou o claustro de D. Afonso V e, já no século XVI, Mateus Fernandes foi responsável pelas Capelas Imperfeitas. O mosteiro alberga o mais importante núcleo de vitrais medievais portugueses, que podem ser admirados na capela-mor e na Sala do Capítulo. A nave central da igreja eleva-se a 32,5 metros e assenta em oito colunas de cada lado. Além das capelas e claustros, podem ser visitados o dormitório, o refeitório e a cozinha do mosteiro. A praça localizada no exterior foi outrora largamente ocupada pelo Claustro de D. João III. Incendiado durante as Guerras Napoleónicas, foi demolido por ocasião das obras de restauro realizadas em meados do século XIX. No meio da praça, pode-se ver uma lápide que reproduz as abreviaturas de vários pedreiros e marca o local da antiga Igreja de Santa Maria-a-Velha, o templo primitivo onde os construtores do mosteiro assistiam aos serviços litúrgicos.

Uma típica vila piscatória, a Nazaré é hoje em dia uma movimentada estância de veraneio que soube manter as suas tradições ligadas ao mar. O Sítio, no ponto mais alto da vila (ao qual se pode aceder através de um elevador) é, sem dúvida, o seu melhor miradouro. Está também ligado ao culto de Nossa Senhora da Nazaré que, segundo a lenda do séc. XII, foi invocado pelo alcaide D. Fuas Roupinho que, perseguindo um veado, cairia no abismo, sem salvação possível. Em sinal de gratidão pela graça recebida, D. Fuas Roupinho mandou construir aqui uma pequena capela - a Ermida da Memória. A poucos passos, foi construído no séc. XVIII o Santuário de onde partem grandes festas, no mês de setembro. A ligação do povo da Nazaré ao mar é evidente no artesanato local, como as redes, boias, canastras e as tradicionais bonecas vestidas com os trajes típicos das sete saias, e na gastronomia, onde se destacam pratos de peixe e marisco como Caldeiradas, sopas, açorda e arroz de marisco e carapau seco. Perto dali, encontra-se a Capela de São Gião (século VII), um dos raros templos visigóticos em Portugal. Hoje em dia, a grande atração desta cidade são as ondas e o surf, graças ao “Canhão da Nazaré”, um fenómeno geomorfológico submarino que permite a formação de ondas gigantes e perfeitas. É a maior garganta submersa da Europa, com cerca de 170 quilómetros ao longo da costa, e 5.000 metros de profundidade. O surfista havaiano Garrett McNamara deu-lhe visibilidade mundial quando, em 2011, fez a maior onda de fundo de areia do mundo, com 30 metros, na Praia do Norte, vencendo os Billabong XXL Global BigWave Awards e batendo um recorde do Guinness Book. Como eles, surfistas de todo o mundo visitam a Nazaré todos os anos para se aventurarem no mar. Na praia, também se pode apanhar sol e ser uma excelente plateia para apreciar a destreza destes jovens.

A vila medieval de Óbidos é uma das mais pitorescas e bem preservadas de Portugal. Perto da capital e situada no alto da costa atlântica, Óbidos teve uma importância estratégica no território. Já ocupada antes de os romanos chegarem à Península Ibérica, a vila tornou-se mais próspera a partir do momento em que foi escolhida pela família real. Desde que o Rei D. Dinis a ofereceu à sua esposa D. Isabel no século XIII, pertenceu à Casa das Rainhas que, ao longo das várias dinastias, a foram beneficiando e enriquecendo. É uma das principais razões para encontrar tantas igrejas nesta pequena vila. Dentro das muralhas, encontramos um castelo bem preservado e um labirinto de ruas e casas brancas que encantam quem por lá passeia. Entre pórticos manuelinos, janelas floridas e pequenos largos, existem vários motivos para visitar, bons exemplos da arquitetura religiosa e civil da época dourada da vila. A Igreja Matriz de Santa Maria, a Igreja da Misericórdia, a Igreja de São Pedro, o Pelourinho e, fora das muralhas, o Aqueduto e o Santuário do Senhor Jesus da Pedra, de planta redonda, são alguns dos monumentos que justificam uma visita atenta. . Assim como o Museu Municipal de Óbidos, onde se encontram as obras de Josefa de Óbidos. Foi no século XVII, uma pintora de referência e uma mulher com uma atitude artística irreverente na sua época. As suas pinturas refletem a aprendizagem com grandes mestres da época como os espanhóis Zurbarán e Francisco de Herrera, ou os portugueses André Reinoso e Baltazar Gomes Figueira, seu pai. Qualquer altura é boa para visitar Óbidos. Pelas histórias de amor que ali se contam e pelo ambiente medieval, é uma sugestão inspiradora para um fim de semana romântico ou simplesmente tranquilo. E se incluir uma noite de alojamento no castelo, então o cenário será perfeito. Na gastronomia local, destaca-se a caldeirada da Lagoa de Óbidos, ainda melhor acompanhada pelos vinhos da Região Demarcada do Oeste. Outra atração é a famosa Ginjinha de Óbidos, que pode ser apreciada em vários locais, preferencialmente em copo de chocolate. Ao longo do ano, uma programação de eventos anima esta pequena vila, mas sem dúvida os mais concorridos são o Festival Internacional de Chocolate, o Mercado Medieval e o Natal, que decora a vila com motivos alusivos à época. De referir ainda as Temporadas Clássicas Barrocas do Cravo, e o Festival de Ópera que dão um ambiente especial a Óbidos, com espetáculos ao ar livre nas quentes noites de verão.

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