Arte e cultura em Corfu

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Arte e cultura em Corfu

5 experiências Corfu (ilha)

A cidade de Corfu é a única cidade grega que cresceu dentro da tradição ocidental sem interrupção. Aqui não houve período otomano, mas houve administração veneziana, depois francesa, depois britânica, e cada uma deixou uma instituição, não apenas um edifício. A Academia Jónica, aberta em 1824, foi a primeira universidade da Grécia moderna; a filarmónica municipal, fundada em 1840, continua a pôr orquestras nas procissões. Até o campo de críquete existe porque os oficiais britânicos jogavam na esplanada e os habitantes adoptaram o hábito.

A linha religiosa também é própria. A igreja de São Espiridião guarda as relíquias do padroeiro da ilha: saem quatro vezes por ano, as ruas fecham-se e a filarmónica abre a procissão. Ao lado, na antiga residência britânica — o palácio de São Miguel e São Jorge —, funciona o Museu de Arte Asiática: uma colecção de obras chinesas e japonesas reunida por um diplomata grego, inesperada nestas salas e, ainda assim, nascida exactamente assim.

Fora da cidade a linha continua com dois palácios e uma montanha. O Achilleion, a doze quilómetros, foi erguido pela imperatriz Isabel na sua obsessão homérica; após a sua morte viveu lá o kaiser. As visitas costumam levá-lo em conjunto com as aldeias de Sinarades e Pelekas, onde a vida comum persiste. Um percurso à parte passa ao continente rumo a Meteora, e as noites na cidade terminam muitas vezes com uma prova de vinho local, feita no próprio hotel ou na villa.

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