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Varsóvia é uma reconstrução, e é isso que interessa. Mais de oitenta e cinco por cento do centro foi destruído na guerra. A Cidade Velha foi erguida depois de 1945.

Uma cidade refeita a partir de quadros

A reconstrução trabalhou sobre as vistas que Bernardo Bellotto pintou da cidade do século XVIII. Vinte e três das suas telas estão penduradas no Castelo Real. Foram elas as plantas.

  • A Cidade Velha — na lista da UNESCO desde 1980 pela própria reconstrução, e não pela idade.
  • O Castelo Real — reposto entre 1971 e 1984, pago por donativos do público.
  • O Palácio da Cultura — a prenda de Estaline de 1955, e já não a coisa mais alta da cidade.
  • POLIN — no terreno do gueto, a contar mil anos em vez de cinco.
  • Praga — do outro lado do rio, e o bairro que atravessou a guerra de pé.

O que vale a pena comprar aqui é um percurso, não um bilhete. O terreno é plano e as distâncias são curtas. Quase toda a história está em placas e em fachadas refeitas.

A semana gratuita

Varsóvia arruma as entradas gratuitas por dia da semana, e a quinta-feira leva a maior parte delas.

  • Quinta-feira — o POLIN, o Museu de Varsóvia e o Museu do Levantamento de Varsóvia, entre outras duas dezenas.
  • Terça-feira — as galerias permanentes do Museu Nacional. O Museu do Levantamento fecha nesse dia, por isso não os junte.
  • Quarta-feira — as salas de aparato do Castelo Real, ainda que se tenha de levantar um bilhete ao balcão.
  • Domingos de verão — recitais de Chopin gratuitos junto ao monumento, em Łazienki, ao meio-dia e às quatro.
  • Noites de sexta e de sábado — o espetáculo das fontes por baixo da Cidade Velha, gratuito, e marcado pelo escurecer e não pelo relógio.

Bares de leite e o preço das coisas

  • Bar mleczny. Cantinas que o Estado continua a subsidiar, em cerca de setenta por cento do custo dos ingredientes nos pratos de laticínios e sem carne. A sopa fica em 7 a 12 zlótis, um prato principal em 18 a 32.
  • Leia os gramas. O número ao lado do prato é o peso dele, não o preço. Uma dose de pierogi anda pelos 250 gramas.
  • Pague primeiro. Pede-se e paga-se à caixa, leva-se o talão ao postigo, e o tabuleiro vai consigo.
  • Duże ou małe. A cerveja de pressão vem em meio litro ou em 0,3, e as palavras são os tamanhos.
  • Almoço em dia de semana. As ementas de obiad servem-se do meio-dia até às quatro por uma fração do preço da noite.

A noite, e qual das margens

  • Praga. A Ząbkowska e a antiga destilaria Koneser, mais áspera e mais barata do que o centro, e ali o tijolo é mesmo de antes da guerra.
  • O centro. A Nowy Świat e as ruas que dela saem, mais as avenidas ribeirinhas durante o verão.
  • As lojas param às dez. Nenhuma loja, quiosque ou bomba de gasolina da cidade vende álcool entre as dez da noite e as seis. Bares e restaurantes não são abrangidos.

Prático

  • Tempo. Janeiro anda à volta dos zero graus e em pleno inverno escurece às quatro. As tardes de julho andam pelos vinte e cinco graus.
  • Do aeroporto de Chopin. Dez quilómetros: os comboios S2 e S3 ou o autocarro 175 chegam ao centro em cerca de meia hora. Um bilhete de 75 minutos a 4,40 zlótis cobre a viagem; um táxi fica à volta de 50.
  • Modlin. O aeroporto dos voos baratos fica 40 quilómetros a norte, e chegar à cidade implica um autocarro de ligação e um comboio.
  • O coração de Chopin. Selado num pilar da igreja de Santa Cruz, na Krakowskie Przedmieście, e de acesso gratuito.

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