Passeios em Egito

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O Egito é um rio com um país agarrado a ele. Quase toda a população vive na faixa do Nilo e no delta, que são uma fração pequena do território. O resto é deserto.

Os quatro palcos

As viagens por aqui arrumam-se em quatro sítios, e cada um vende coisas diferentes. A maioria dos programas combina dois. As distâncias entre eles fazem-se de avião, não de carro.

  • Cairo e Gizé. As pirâmides, os museus e uma cidade de mais de vinte milhões de habitantes, com Mênfis e Saqqara mais a sul, na margem oeste.
  • Luxor. Tebas, dividida entre os templos da margem leste e os túmulos da oeste, mais os balões ao amanhecer.
  • Assuão. O Nilo a sul, a barragem, Filae e o troço das falucas, e a estrada que segue para Abu Simbel.
  • O mar Vermelho. Sharm el-Sheikh, Hurghada, Marsa Alam e Dahab — mergulho com garrafa nos recifes, mergulho com tubo e quads no deserto.

De que é feita a oferta

O formato normal aqui é um carro privado, um motorista e um egiptólogo licenciado. Os autocarros de grupo existem, mas são a exceção. Guiar é uma profissão regulada, e o guia é a maior parte do que se paga.

À volta dos monumentos estão os extras. Camelos e quads em Gizé, falucas e cruzeiros com jantar no Nilo, espetáculos de som e luz depois de escurecer. Os circuitos de escala saem do aeroporto do Cairo, vão às pirâmides e voltam entre voos.

O próprio Nilo

O rio não é só paisagem, é transporte. Os barcos de cruzeiro fazem o troço entre Luxor e Assuão nos dois sentidos. Três e quatro noites são as durações habituais.

Em todo o resto o que se vende são saídas curtas na água. As falucas navegam ao pôr do sol tanto no Cairo como em Luxor e em Assuão. O produto é a vela, não a distância.

Prático

  • Época. De novembro a março. Luxor e Assuão passam os quarenta graus no verão, e visitar ao meio-dia deixa de fazer sentido.
  • Bilhetes. A entrada no recinto, as câmaras interiores e a fotografia são muitas vezes cobradas à parte. Perguntar o que é que o preço do circuito inclui.
  • Baksheesh. As pequenas gorjetas são constantes e esperadas. Levar notas de valor baixo; ninguém vai ter troco.
  • Dinheiro. Os preços são em libras egípcias e fora dos hotéis manda o numerário. Nos monumentos o cartão é aceite de forma irregular.
  • Vestuário. Ombros e joelhos cobertos nas mesquitas e nas igrejas, e um lenço para as mulheres à entrada das mesquitas.
  • Ramadão. Os horários mudam e as tardes ficam paradas. Os monumentos continuam abertos, mas o dia planeia-se à volta da refeição da noite.

Cidades: Egito

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