Passeios em Yogyakarta

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Yogyakarta é a capital cultural de Java. É também a única cidade indonésia ainda governada por um sultão. O palácio dele, o Kraton, ocupa um bairro amuralhado no meio da cidade. Continua a ser uma corte a funcionar, com guarda própria e orquestra de gamelão.

Ao lado ficam as ruínas de Taman Sari, um jardim de recreio do século XVIII com tanques de banho e passagens subterrâneas. A rua Malioboro sai do palácio para norte. É a espinha comercial, ladeada de lojas de batique e carrinhos de comida.

Mas a razão por que a maioria vem está fora da cidade.

  • Borobudur — a quarenta quilómetros para noroeste, o maior monumento budista do mundo: uma mandala de pedra do século IX com nove plataformas sobrepostas e 504 estátuas de Buda.
  • Prambanan — a dezassete quilómetros para leste, a contraparte hindu do mesmo século, um conjunto de templos altos e pontiagudos a Xiva, Vixnu e Brama.
  • Merapi — a fumegar por trás dos dois, um dos vulcões mais ativos do planeta.

Os dois complexos de templos são os pontos fixos. A maioria encaixa-os nas duas pontas do mesmo dia. Borobudur ao nascer do sol, quando a névoa assenta na planície lá em baixo e as multidões ainda não chegaram. Prambanan ao fim da tarde, por vezes com o bailado do Ramayana ao ar livre contra os templos.

Há passeios de jipe pelas encostas do Merapi. Passam por aldeias reconstruídas depois da erupção de 2010.

Na própria cidade o dia enche-se de outra maneira. Há o Kraton, o mercado de aves e oficinas de batique onde se pode fazer o próprio. A prata vem de Kotagede, e a comida de rua toma conta de Malioboro depois de escurecer. Yogyakarta é também o ponto de partida habitual para a longa viagem noturna até ao monte Bromo, a leste.

Prático

  • Clima. Java é mais quente e mais húmida do que Bali, e a estação seca vai de abril a outubro.
  • Borobudur ao nascer do sol. Implica sair por volta das quatro da manhã. O bilhete do nascer do sol é à parte, limitado e bastante mais caro do que a entrada diurna.
  • Terraços superiores. Desde 2023 o acesso está limitado e exige guia.
  • Bilhetes. Prambanan e Borobudur têm bilhete conjunto, e espera-se roupa discreta nos dois.
  • Como chegar. Os comboios de Jacarta levam sete a oito horas e são confortáveis; de avião é uma hora.
  • Na cidade. Os becaks e os mototáxis pedidos pela aplicação cobrem a cidade por muito pouco.
  • Dinheiro. Fora dos hotéis o numerário é indispensável, e a gorjeta é uma nota, não uma percentagem.

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