Passeios em Bali
Bali é uma ilha entre as dezassete mil da Indonésia, e a única que permaneceu hindu quando as restantes se tornaram muçulmanas no século XVI. Só esse facto explica quase tudo o que traz os visitantes: o templo em cada terreno, as oferendas todas as manhãs em cada soleira, as procissões que param o trânsito. Vivem aqui cerca de quatro milhões de pessoas numa ilha que se atravessa em três horas — se o trânsito deixar, o que raramente acontece.
A ilha divide-se em três humores. O sul — Kuta, Seminyak, Canggu, Uluwatu — tem o surf, os beach clubs e as multidões. Ubud, vinte e cinco quilómetros para o interior, é o centro cultural: socalcos de arroz, aldeias de artesãos, yoga e os museus que mostram a viragem da pintura balinesa nos anos 1930. Norte e leste são mais sossegados: os vulcões Batur e Agung, a costa de areia negra em Amed e Lovina, onde os golfinhos aparecem ao amanhecer.
O que fazer em Bali organiza-se entre templos, subidas a vulcões, água e oficinas, e quase ninguém calcula bem as deslocações. De abril a outubro é estação seca e a janela fiável; de novembro a março chega a chuva da tarde, que raramente estraga um dia mas fecha os cumes. Os passeios em Bali reservam-se normalmente com um ou dois dias, exceto em julho, agosto e nas semanas de Ano Novo, quando esgotam primeiro as caminhadas ao nascer do sol e os barcos para Nusa Penida.
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