Passeios em Marrakesh

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Marrakech assenta numa planície seca com o Alto Atlas na linha do horizonte. Fundaram-na os Almorávidas na década de 1070, e a cidade velha continua a ser um oval muralhado de pisé vermelho, dezanove quilómetros. Os carros mal cabem. As motas cabem.

Tudo se orienta pela Jemaa el-Fnaa. De dia são carros de sumo de laranja e encantadores de serpentes; depois de escurecer, bancas de comida, contadores de histórias e tambores gnawa. A UNESCO classificou a praça em si, não um edifício dela.

Os monumentos ficam a poucos minutos a pé uns dos outros, e cada um pertence a um século diferente.

  • Koutoubia — a mesquita da década de 1150 e o seu minarete de 77 m, acabado por volta de 1195, que só se vê por fora.
  • Palácio da Bahia — a casa de pátios de um vizir, tetos de cedro pintado e o chão mais fresco da medina ao meio-dia.
  • Túmulos saadianos — emparedados por Mulay Ismail e só reabertos em 1917, hoje uma fila num jardim pequeno.
  • Os souks — dispostos por ofício, da artéria de Semmarine à rua dos tintureiros e aos curtumes de Bab Debbagh.
  • Majorelle — o jardim de um pintor começado em 1923, paredes cobalto e cato em Gueliz, filas longas sem bilhete com hora.
  • Gueliz e a Palmeraie — a cidade nova do protetorado, galerias e cartas de vinhos, e os palmares para lá das muralhas.

Para lá de andar, a cidade vende as suas mãos. Há oficinas de óleo de argão, tecelagem de tapetes, chá e azulejo, quase todas de cooperativas fora das muralhas. Os hammams vão do balde numa sala de bairro ao estabelecimento com carta de tratamentos.

As excursões de um dia a partir de Marrakech chegam mais longe do que de qualquer outro ponto de Marrocos. O vale do Ourika e as aldeias do Atlas ficam a uma hora, Imlil e o início da subida ao Toubkal a hora e meia. As cascatas de Ouzoud pedem três horas, Essaouira mais ou menos o mesmo. Merzouga precisa de duas noites.

Agafay, a meia hora para sudoeste, é hammada pedregosa e não areia, por isso os jantares no deserto de ali são uma boa noite e não o Saara. Sai melhor em fotografia do que a pé.

Prático

  • Calor. Julho e agosto passam dos 38 graus com regularidade. O dia que resulta é sair cedo, um meio-dia longo à sombra e um segundo fôlego a partir das seis.
  • Do aeroporto. Menara fica a 6 km da medina, quinze minutos de petit taxi. Combinar o preço antes ou exigir o taxímetro.
  • A praça à noite. As fotografias dos artistas pagam-se, e o preço decide-se depois do disparo.
  • Regatear. No souk os preços abrem altos e fecham perto de metade. O centro artesanal do Estado marca preços fixos e serve de primeira volta.
  • Ser ajudado. Um desconhecido que diz que a passagem está fechada, ou que há mercado berbere só hoje, está a abrir uma venda que acaba num tapete.
  • Preços. O chá de menta vai dos dez aos vinte dirhams, e um tajine num restaurante da medina várias vezes isso.

Cidades: Marrocos

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