Passeios em Marrocos

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Marrocos lê-se em faixas. O Atlântico corre por todo o lado poente; o Rif e uma curta costa mediterrânica fecham o norte. Três cadeias do Atlas atravessam o meio e, atrás delas, a terra seca.

As quatro cidades imperiais

Quatro cidades tiveram a corte, e o título é tudo o que têm em comum.

  • Fez — a mais antiga, a capital espiritual e a menos arrumada para visitantes.
  • Meknes — a capital de Moulay Ismail no século XVII, com a Volubilis romana a meia hora para norte.
  • Marraquexe — a base do sul, e o painel de partidas para as montanhas e para a areia.
  • Rabat — a capital: ministérios, uma kasbah sobre a foz do rio, um minarete por acabar.

Duas costas e as cadeias pelo meio

O lado atlântico é comprido, frio e ventoso. O canto mediterrânico é curto e verde. Não se parecem em nada.

  • O Atlântico — Casablanca e o aeroporto principal, depois Essaouira e Agadir, água fria e vento constante.
  • O norte — Tânger virada para Espanha e, atrás dela, Tetuão e a azul Chefchaouen, no Rif.
  • O Médio Atlas — floresta de cedro e lagos à volta de Ifrane e Azrou, com neve no inverno.
  • O Alto Atlas — vales berberes, e o muro entre o norte fértil e o pré-Saara.

Um sismo de magnitude 6,8 atingiu o Alto Atlas em setembro de 2023. Morreram perto de três mil pessoas, a maioria nos vales a sudoeste de Marraquexe. Seguiu-se um programa de reconstrução a cinco anos.

A que distância fica o deserto

Merzouga e o Erg Chebbi ficam a 560 km de Marraquexe, nove horas de estrada pelo passo de Tizi n'Tichka. Essa estrada passa por Ait Ben Haddou, classificado pela UNESCO desde 1987. M'Hamid e o Erg Chegaga são a outra entrada.

O deserto vende-se, por isso, em circuitos de vários dias e não como saída de um dia.

Prático

  • Estações. A primavera e o outono são a melhor altura para visitar Marrocos. No interior o verão passa os 38 graus, a costa fica pelos vinte e poucos, e o Alto Atlas guarda neve desde dezembro.
  • Entre cidades. O Al Boraq faz Tânger-Casablanca em 2h10, e a linha clássica chega a Fez, Marraquexe e Oujda. A sul disso é autocarro da CTM ou motorista alugado.
  • Dinheiro. O dirham não se compra fora do país. Nos souks manda o dinheiro vivo; os cartões funcionam em hotéis e cadeias.
  • Ramadão. Cai onze dias mais cedo a cada ano. Os cafés da medina fecham de dia, os restaurantes de hotel não, e toda a gente come ao pôr do sol.
  • Gorjetas. Arredondar nos cafés, cinco a dez por cento nos restaurantes, alguns dirhams para quem guarda o carro.
  • Guias. Os guias licenciados trazem crachá. Os homens às portas da medina não, e a visita deles acaba numa loja.
  • Mesquitas. As mesquitas em funcionamento estão fechadas a não muçulmanos, com uma exceção em Casablanca.

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