Passeios em Marrakesh

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Marraquexe assenta numa planície seca com o Alto Atlas na linha do horizonte a sul. Os Almorávidas fundaram-na na década de 1070. O que deixaram é um óvalo murado de taipa vermelha, dezanove quilómetros dele.

Dentro das muralhas

Tudo se orienta pela Jemaa el-Fna. De dia são carrinhos de sumo e encantadores de serpentes; depois de escurecer, bancas de comida, contadores de histórias e tambores gnawa. A UNESCO classifica a medina como património construído e a praça à parte, pelo que nela acontece.

  • Koutoubia — a mesquita almóada da década de 1150, com o minarete de 77 metros acabado por volta de 1195.
  • Madraça Ben Youssef — o colégio saadiano da década de 1560, reaberto em 2022 depois do restauro.
  • Palácio da Bahia — a casa de pátios de um vizir, com tetos de cedro pintado e o chão mais fresco da medina ao meio-dia.
  • El Badi — o palácio de Ahmad al-Mansur de 1578, despido até ao tijolo por Moulay Ismail, com cegonhas nas muralhas.
  • Túmulos Saadianos — selados pelo mesmo sultão e só reabertos em 1917.
  • Os souks — dispostos por ofício, do Semmarine à rua dos tintureiros e aos curtumes de Bab Debbagh.

Gueliz e os jardins

Fora das muralhas a cidade muda de registo. Gueliz é a cidade nova do protetorado: galerias, cartas de vinhos e o jardim Majorelle, jardim desde 1923 e cobalto desde 1937. O museu Yves Saint Laurent abriu ao lado em 2017.

O que a cidade vende

Além do andar a pé, Marraquexe vende as suas mãos. As cooperativas organizam ateliês de óleo de argão, tecelagem de tapetes, azulejo e cozinha de tagine. Os hammams vão do balde numa sala de bairro ao spa com carta.

Agafay não é o Saara. Fica a meia hora para sudoeste, hamada de pedra e não areia. As suas voltas de quad e os jantares à luz de velas dão na mesma um bom serão.

Dunas a sério significam duas noites fora, em Merzouga ou no Erg Chegaga. As montanhas, as cascatas e a costa partem todas antes das oito. Os balões partem ainda mais cedo.

Prático

  • Calor. Julho e agosto passam habitualmente os 38 graus. O dia útil é um começo cedo, um longo meio à sombra e um segundo fôlego depois das seis.
  • Do aeroporto. Menara fica a quinze minutos da medina, de petit taxi. Combine o preço primeiro, ou insista no taxímetro.
  • Dentro das muralhas. Os carros não cabem nos derbs, por isso uma morada num riad é uma caminhada a partir da porta mais próxima.
  • Regatear. No souk os preços abrem alto e assentam perto de metade. O centro artesanal do Estado marca preços fixos, o que ensina a escala.
  • Ser ajudado. Um estranho que diga que o caminho está fechado, ou que há hoje e só hoje um mercado berbere, está a abrir uma venda que acaba num tapete.
  • Preços. Um chá de menta custa dez a vinte dirhams, um tagine num restaurante da medina várias vezes isso.

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