Arte e cultura em Rethymno

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Arte e cultura em Rethymno

9 experiências Creta

As saídas culturais a partir de Rethymno funcionam porque a cidade fica exatamente entre as duas metades da história cretense. Hora e meia a leste está Cnossos, o palácio dos minoicos, onde Arthur Evans reergueu as colunas e as pintou de vermelho; os frescos originais e o disco de Festo guardam-se no museu arqueológico de Heraclião, e ambos costumam ver-se no mesmo dia. Mais a sul, na planície de Messará, ergue-se Festo — o segundo maior palácio minoico, sem qualquer reconstrução, pelo que as ruínas se leem como uma planta. Dali é um salto até Matala, com as suas grutas abertas na falésia, e até Spili, na montanha, cuja fonte veneziana corre por vinte e quatro cabeças de leão.

O segundo fio é a resistência cretense, e é daqui. O mosteiro de Arkadi, a vinte e três quilómetros, é o emblema da revolta de 1866: em vez de se render aos otomanos, quem estava dentro fez explodir o paiol. A data tornou-se nacional e a fachada chegou a figurar na nota de cem dracmas. Ao lado, a aldeia de Margarites vive da olaria desde a época minoica; as oficinas continuam a trabalhar e muitas excursões põem o barro nas suas mãos. Pelas mesmas estradas abrem-se as grutas de Melidoni e Sfendoni, com salas de estalactites.

A cultura viva trata do resto. Uma noite cretense é lira, alaúde, danças em roda e raki numa taberna de montanha, não um palco com plateia. As oficinas de olaria terminam com uma caneca feita por si. Os passeios de prova explicam porque o vinho e o azeite cretenses têm reputação própria, e o safari ao entardecer liga os ofícios aos miradouros do Psiloritis.

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