Passeios em Tânger

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Tânger olha para a Espanha. O estreito tem 14 km no ponto mais apertado, e numa manhã limpa as colinas espanholas estão simplesmente ali. A cidade sobe do porto em socalcos. A kasbah em cima, a medina por baixo, a cidade nova a alastrar para sul.

De 1923 a 1956 isto foi uma zona internacional gerida por várias potências ao mesmo tempo. Ficaram-lhe contrabandistas, espiões, exilados fiscais e um grupo de escritores. A fama durou mais do que o arranjo. O que aqui está agora é mais calmo: uma frente de mar refeita e um porto de pesca em atividade.

Quase tudo o que os visitantes veem cai em dois grupos, um na cidade e outro fora, no cabo.

  • A kasbah — o antigo palácio do sultão, hoje museu, com um terraço sobre a água.
  • A medina — pequena para Marrocos, percorre-se numa tarde e aperta muito menos do que a de Fez.
  • O Grand Socco — a dobradiça entre cidade velha e nova, o mercado e o Cinema Rif.
  • A Legação Americana — um museu na medina, o único monumento dos Estados Unidos em solo estrangeiro.
  • Café Hafa — terraços talhados na falésia, chá de menta e a Espanha no horizonte.
  • Cabo Espartel — o farol a oeste da cidade, no canto onde o Atlântico se torna estreito.
  • Grutas de Hércules — ao lado, onde a abertura para o mar tem por acaso a forma de África.

As excursões a partir de Tânger são a razão por que muita gente fica uma noite. Chefchaouen, a vila azul do Rif, fica a duas horas por sentido, o que faz um dia longo e uma dormida melhor. Tetuão e a sua medina muralhada ficam a uma hora a leste. Asilah está a quarenta e cinco minutos a sul.

Muitas visitas aqui são curtas. Os navios de cruzeiro e o barco de Tarifa deixam gente por umas horas. A resposta padrão é um circuito de quatro horas: kasbah, cabo, grutas, um camelo na praia, passadiço. Um dia inteiro compra a medina sem cronómetro.

Prático

  • Atravessar de Espanha. O barco rápido de Tarifa leva uma hora e atraca na própria cidade. Os navios de Algeciras chegam a Tanger Med, 45 km a leste.
  • Tempo. Este é o canto húmido de Marrocos. O inverno traz chuva e vento duro do estreito, enquanto o verão fica pelos vinte e tal e nunca queima.
  • Relógios. Marrocos muda a hora no Ramadão e repõe-na depois, por isso o horário de um barco e o telemóvel podem discordar numa hora.
  • Línguas. Aqui o espanhol serve tanto como o francês, e o inglês é comum junto ao porto.
  • Circuitos baratos. O preço baixo paga-se em paragens de tapetes e ervanárias. Os que se anunciam sem compras custam mais e valem-no.
  • Táxis. Os petit taxis são azuis e com taxímetro, exceto nos dias de navio, quando os motoristas dão um preço fechado.
  • Almoço. O pescado chega ao porto de manhã e à uma já está na grelha atrás do Grand Socco.

Cidades: Marrocos

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