Passeios em Manchester

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Manchester é tida como a primeira cidade industrial, construída à volta de água e de fio. O algodão entrava por canal e saía por caminho de ferro. As fábricas desapareceram; os traçados que usavam não.

Canais, fábricas e o primeiro caminho de ferro

Castlefield é onde tudo isso converge. Ali esteve um forte romano e ali acabou o canal de Bridgewater em 1761. A primeira linha férrea intercidades do mundo chegou à mesma bacia em 1830.

  • Estação de Liverpool Road — o terminal de 1830, a mais antiga estação de passageiros construída de raiz que sobrevive no mundo.
  • A Power Hall — máquinas a vapor e a gás a trabalhar, reaberta em 2025 ao fim de seis anos fechada.
  • Canal de Rochdale — eclusas a cortar o centro a direito, por baixo dos bares.
  • Biblioteca John Rylands — uma sala de leitura neogótica acabada em 1900, de entrada livre.
  • Northern Quarter — fábricas transformadas em lojas de discos, com murais à volta da Stevenson Square.

Turing, a Factory e as bandas

A segunda razão para andar esta cidade a pé é o que veio depois do algodão. Duas linhas atravessam-na. Ambas são moradas e não museus.

  • Computação — o Manchester Baby correu o primeiro programa armazenado em 1948, na universidade.
  • Alan Turing — o bronze num banco dos Sackville Gardens, inaugurado em 2001.
  • Factory Records — a editora, e o terreno do Hacienda hoje coberto de apartamentos.
  • Bandas de guitarra — Joy Division, os Smiths e os Oasis, todos seguíveis a pé.
  • Futebol — Old Trafford, o Etihad e o National Football Museum, no centro.

As visitas que aqui se vendem são autoguiadas quase sem exceção. Percorre-se um trajeto no telemóvel, a resolver pistas, pelo preço de um café. Isso assenta a uma cidade cujo interesse está espalhado.

Prático

  • Chuva. Mais de 800 milímetros por ano, que caem em chuvisco e não em aguaceiro. Os máximos de verão andam pelos 20 °C.
  • Deslocações. Os elétricos do Metrolink cobrem os subúrbios; o centro atravessa-se a pé em meia hora.
  • Galerias. A Manchester Art Gallery, a Whitworth e o museu da ciência não cobram nada.
  • Obras. O armazém e a estação de 1830 estão num programa longo de conservação, por isso partes daquele sítio vão fechando e abrindo.
  • Noites. O Northern Quarter para as salas pequenas, Deansgate para as barulhentas, Ancoats para jantar.
  • Aeroporto. Os comboios entram em Piccadilly em cerca de vinte minutos.
  • Reservar. Os dias de jogo e os concertos na arena mexem com os preços dos hotéis mais do que tudo o resto aqui.

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