Passeios em Córdoba

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Córdova foi sede de um califado. Por volta do ano 1000 era, pela maioria das contas, a maior cidade da Europa ocidental. Do que sobra disso há um edifício e uma planta de ruas.

Dentro da Mesquita

A construção começou em 785, e três ampliações seguiram-se ao longo de dois séculos. Restam cerca de 856 colunas de perto de 1.300. Os arcos duplos vermelhos e brancos por cima delas são a imagem que toda a gente conhece.

A partir de 1523 abriu-se uma catedral no meio da sala. Diz-se que Carlos V se arrependeu de o ter autorizado. O resultado são duas religiões debaixo de um telhado, que é a discussão que o edifício continua a gerar.

A Judería e os pátios

As ruelas a poente da mesquita apertam-se em cal branca. Este é o antigo bairro judeu, e é pequeno o bastante para se atravessar em dez minutos.

  • A sinagoga. Construída em 1315, uma das três medievais que restam em Espanha.
  • Calleja de las Flores. Um beco sem saída que emoldura a torre sineira, e o metro mais fotografado da cidade.
  • O Alcázar dos reis cristãos. Uma fortaleza do século XIV com jardins de água em socalcos por trás.
  • A ponte romana. Dezasseis arcos sobre o Guadalquivir, dos quais só dois são de facto romanos. Uma torre do século XII guarda a outra ponta.

Os pátios são a arte local. As casas plantam-nos de parede a parede em sardinheiras e abrem os portões durante duas semanas de maio. A UNESCO classificou o concurso em 2012.

Fora da cidade

Medina Azahara fica oito quilómetros a poente, uma cidade-palácio começada em 936 e arrasada em menos de oitenta anos. Ficou perdida debaixo de campos até ao século XX. Escavou-se cerca de um décimo dela, e há um museu por baixo das ruínas.

Prático

  • O calor aqui não é exagero. Julho e agosto chegam com frequência aos 45 °C, e o recorde nacional espanhol foi feito nesta província. A cidade deixa de se ver ao meio-dia.
  • Maio. O concurso dos pátios e duas ferias caem no mesmo mês, o que faz dele a melhor altura para vir e a mais difícil para arranjar cama. Um punhado de pátios fica aberto todo o ano.
  • Comboios. Madrid fica a cerca de hora e três quartos, Sevilha a uns quarenta e cinco minutos. Muita gente visita sem ficar.
  • Comida. O salmorejo é o primo espesso do gaspacho, servido com ovo e presunto. O rabo de boi e o vinho de Montilla são as outras duas respostas locais.
  • Guias. Uma visita privada à cidade velha custa o que custa um bom jantar, e os percursos autoguiados custam poucos euros.
  • A hora certa da mesquita. A primeira hora depois da abertura é a sossegada. Depois a sala enche e os arcos ficam difíceis de fotografar sem uma cabeça pelo meio.

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