Passeios em Palma
Palma reúne cerca de metade de quem vive em Maiorca — e quase nada do que se imagina ao pensar na ilha. É uma cidade mediterrânica que trabalha, com uma catedral à beira-mar, um núcleo medieval que se atravessa em vinte minutos e uma marina que enche todas as primaveras com barcos a serem preparados para a época.
La Seu é a razão por que quase todos vêm. Começada em 1229 no terreno da mesquita que ali estava, levou quase quatro séculos, e a sua rosácea — 13,7 metros de diâmetro, 1.236 peças de vidro — é a maior do gótico. Duas vezes por ano, em fevereiro e novembro, o sol projeta-a na parede sob o janelão poente e as duas rosáceas alinham-se. Gaudí trabalhou aqui a partir de 1904 e partiu antes de terminar; o baldaquino em ferro forjado sobre o altar é dele.
O resto são ruas. Os banhos árabes, o palácio da Almudaina em frente à catedral, os pátios das casas senhoriais do Carrer de Can Savellà, e Santa Catalina, o antigo bairro dos pescadores hoje cheio de cozinhas pequenas. O castelo de Bellver domina a cidade e é um dos poucos castelos circulares da Europa. O que fazer em Palma resulta melhor a pé e de manhã; a cidade esvazia-se na sesta e volta a encher passadas as nove. A época vai de março a novembro e, ao contrário da costa, não fecha no inverno.





























