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Melhores História de Dubai, Emirados Árabes Unidos 2026: GetExperience

Como povoação, o Dubai mal tem dois séculos. Em 1833 a família Al Maktoum veio de Abu Dhabi e fixou-se na margem da enseada; até ao petróleo, a vida assentou em duas coisas — a pesca de pérolas e o comércio. Os bancos de pérolas sustentaram toda a costa até aos anos trinta, quando a pérola cultivada japonesa derrubou o mercado em poucos anos. Antes disso, em 1901, o Dubai aboliu os direitos alfandegários do porto e com isso atraiu os mercadores persas e indianos de Lingah, na margem iraniana. Dessa migração nasceu o bairro de Al Bastakiya, hoje Al Fahidi: ruelas estreitas entre paredes cegas e torres de vento erguidas por comerciantes iranianos.

O petróleo só apareceu em 1966 e era pouco — não chegaria para várias gerações. A aposta foi outra: o porto de Jebel Ali, a zona franca e o hub aéreo. Os Emirados Árabes Unidos formaram-se como Estado a 2 de dezembro de 1971. Do Dubai antigo resta menos do que se supõe, mas está tudo junto: o forte de Al Fahidi, de 1787, é o edifício mais antigo da cidade e alberga o Museu do Dubai; a casa do xeque Saeed Al Maktoum, em Shindagha, foi residência dos governantes até 1958; o bairro de Al Seef prolonga a frente antiga junto à água e a aldeia do património, na enseada, mostra ofícios e casas do tempo das pérolas.

Quase tudo o que é histórico está à volta da enseada do Dubai e faz-se a pé em meio dia; para passar de margem a margem há o abra, o barco de madeira, por um dirham. No verão convém sair antes das dez da manhã ou depois do pôr do sol: ao meio-dia a marginal é insuportável. Muitos museus fecham na sexta-feira de manhã e no Ramadão têm horário reduzido, por isso vale a pena confirmar no próprio dia.

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